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O peso do voto da terceira idade nas eleições brasileiras

  • Foto do escritor: Repórteres: Beatriz Silva, Sara Fortunato e Oscar de Mendonça
    Repórteres: Beatriz Silva, Sara Fortunato e Oscar de Mendonça
  • 18 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 25 de mar.



Em época de eleições, a participação nas decisões democráticas por meio do voto é garantida a partir dos 16 anos. No entanto, entre os 18 e os 70 anos, esse direito também se torna um dever, já que a votação é obrigatória para essa faixa etária. Após os 70 anos, volta a ser facultativa, mas segue como um direito assegurado a todos os cidadãos brasileiros.

O número de eleitores idosos tem crescido de forma significativa nos últimos anos.


Em 2022, foi registrado o maior contingente dessa faixa etária pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE): cerca de 1 em cada 5 pessoas aptas a votar tinha 60 anos ou mais. Ainda assim, o comparecimento tende a diminuir entre os mais velhos: a faixa de 70 a 74 anos registrou 66,43% de participação, enquanto entre aqueles de 75 a 79 anos a taxa caiu para 49,55%, segundo dados do TSE.


Esse comportamento também aparece nas falas de parte do eleitorado. O aposentado Luiz Gonzaga Dionísio, de 61 anos, afirma que participa das eleições mais por obrigação do que por vontade e diz que, ao completar 70 anos, não pretende mais votar. Já a aposentada Ana Rosa Rodrigues, de 84 anos, conta que deixou de participar do processo eleitoral por falta de interesse. Em contrapartida, há quem mantenha o hábito por escolha: mesmo sem a obrigatoriedade, aos 74 anos, Jacson Gonçalves diz que tem prazer em comparecer às urnas. Outro exemplo é o de José Ferreira Sobrinho, de 83 anos, que faz questão de votar e afirma que, enquanto tiver condições, continuará exercendo sua cidadania.


Esse avanço está relacionado principalmente à queda da taxa de natalidade e ao aumento da expectativa de vida. Dados do IBGE indicam que, em 2012, pessoas com 60 anos ou mais representavam 11,3% da população brasileira, percentual que subiu para 14,7% em 2021. Segundo as Estatísticas Eleitorais do TSE, em 2022 o Brasil contava com 32,7 milhões de votantes nessa faixa etária, contra 27,7 milhões em 2018 — um crescimento de 18% entre uma eleição e outra. Em resumo, há mais idosos votando, porque esse grupo também cresceu na população.

 

Fonte: TSE
Fonte: TSE

Nas eleições municipais de 2024, esse público representou uma parcela expressiva do eleitorado em diversos estados. Na Bahia, por exemplo, correspondeu a 20,77% dos votantes; na Paraíba, o percentual foi de 21,94%, o que reforça o peso cada vez maior da terceira idade nas disputas eleitorais.


Diante desse cenário, o aumento do número de idosos no país não representa apenas uma mudança demográfica, mas também um fator de peso nas decisões políticas no Brasil. Seja por dever, hábito ou convicção, o voto na terceira idade carrega demandas específicas que ajudam a ampliar o debate público. Valorizar e incentivar esse engajamento é reconhecer que, independentemente da obrigatoriedade, a voz dos idosos continua tendo um papel decisivo na construção dos rumos do Brasil.


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